| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Furnariides |
| Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988 | |
| Parvordem: | Furnariida |
| Superfamília: | Furnarioidea |
| Gray, 1840 | |
| Família: | Furnariidae |
| Gray, 1840 | |
| Subfamília: | Synallaxiinae |
| De Selys-Longchamps, 1839 | |
| Espécie: | L. setaria |
Também conhecido como rabo-de-espinho-da-araucária, o grimpeiro, Leptasthenura setaria, é uma espécie totalmente associada ao pinheiro-do-paraná Araucaria angustifolia. É considerado quase ameaçado de extinção pela IUCN, devido à drástica redução da Floresta Ombrófila Mista (IUCN 2006). É a ave símbolo de Curitiba.
Pode ser confundido com o grimpeirinho (Leptasthenura striolata).
Seu nome científico significa: Leptasthenura - do (grego) leptos = fino; e de asthenes = fraco, ralo, quebradiço; e de oura = rabo, cauda (referência à prolongada aguçada e separada plumagem da cauda desta ave); e do (latim) setaria = seta, saeta = plumagem eriçada ou arrepiada, firme; e de arius = fato de possuir. ⇒ (Ave) com plumagem eriçada e cauda fina e fraca.
Mede 17 cm de comprimento. Topete proeminente e mais evidente que o do grimpeirinho (Leptasthenura setaria), com o alto da cabeça em negro com riscas brancas e sobrancelha branca estreita. Garganta branca com estrias negras, dorço castanho e asas enegrecidas, peito e barriga ocráceos. Cauda extremamente longa com as duas retrizes centrais sendo dois terços da mesma.
Alimenta-se de pequenos artrópodes, como insetos e suas larvas e pequenas aranhas encontrados nas folhas e galhos do pinheiro-do-paraná.
Constrói o seu ninho com ramos secos do pinheiro-do-paraná, chamados popularmente de grimpas. Beneficia-se das folhas pontiagudas do pinheiro como proteção contra predadores.
Vive na copa do pinheiro-do-paraná, (Araucaria angustifolia), onde vive todas as fases de sua vida; eventualmente utiliza outras árvores no deslocamento de um pinheiro para o outro. Habita desde florestas de araucária até áreas onde essas árvores aparecem isoladas, como jardins e quintais.
Ocorre desde a região serrana do Estado do Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul e em Misiones, Argentina.